- 01Dá para saber que Deus existe?
A Escritura não trata isso como pergunta aberta — trata como algo já sabido e abafado. Ainda assim, os argumentos têm lugar.
- 02O mal no mundo não é a prova de que Deus não existe?
É a objeção mais séria que existe. E, examinada até o fim, ela precisa de algo que só faz sentido se Deus existir.
- 03Se Deus é onisciente, onipotente e amoroso, por que não impede o câncer?
O argumento de Epicuro parece fechado até se examinar a terceira premissa. E a dor de quem perde alguém pede mais que lógica — pede uma resposta que já foi dada.
- 04Deus criou o mal?
Se ele criou tudo e o mal existe, parece que criou o mal. Se não criou, parece que algo existe fora dele. A saída da tradição é mais antiga e mais estranha que as duas.
- 05O livre-arbítrio explica todo o mal?
É a resposta mais usada — e a que a fé reformada aceita apenas em parte. Ela cobre menos do que promete.
- 06E o sofrimento que não serve para nada?
O animal que morre sozinho na floresta, o câncer que não ensina nada a ninguém. É a versão mais forte da objeção — e a que exige mais honestidade.
- 07Existe prova de que Jesus viveu de verdade?
Fora do Novo Testamento há registros romanos e judaicos, e achados arqueológicos que confirmam nomes e lugares do relato.
- 08Dá para confiar que a Bíblia chegou íntegra até hoje?
É a pergunta certa, e tem resposta verificável: manuscritos, achados e um método público de comparação.
- 09E as ordens de destruir povos inteiros no Antigo Testamento?
É o texto que mais afasta leitor honesto. Não tem resposta confortável — tem contexto, limites e uma parte que continua doendo.
- 10Como um Deus bom pode condenar alguém para sempre?
É a segunda objeção mais forte depois do mal. Quem mais falou de juízo eterno nos evangelhos foi Jesus — e isso muda como a pergunta precisa ser tratada.
- 11E quem nunca ouviu falar de Cristo?
A pergunta é sobre justiça, e a resposta bíblica é menos confortável e mais coerente do que as duas saídas fáceis.
- 12Se Deus é bom e poderoso, por que o mal existe?
A resposta cristã não elimina a dor. Ela dá verdades firmes para pensar com clareza.
- 13A morte de uma criança quer dizer que alguém pecou mais?
Não. E o app não vai fingir que essa pergunta fica fácil depois de respondida.
- 14Então Deus quis o mal?
Precisa de uma resposta com cuidado — e o cuidado é parte da resposta, não hesitação.
- 15Onde está Deus quando eu sofro e não entendo nada?
A pergunta muda quando é sua. A resposta bíblica muda de tom, não de conteúdo.
- 16“Não te importa que pereçamos?”
Uma acusação honesta de sofrimento registrada na Bíblia — feita a Jesus, por quem o conhecia melhor.
- 17Depressão, angústia e vontade de morrer são falta de fé?
Não. A Escritura registra homens de Deus dizendo que preferiam morrer — e não os repreende por isso.
- 18Meu sofrimento é castigo de Deus por algo que fiz?
Às vezes há consequência. Nem toda dor é sentença — e a diferença importa.
- 19Se Deus já decretou tudo, por que orar?
Porque a oração é um dos meios pelos quais ele decretou agir.
- 20O que é providência — e por que ela não é sorte nem destino?
Três palavras organizam tudo: conservação, concorrência e governo. Sem elas, a conversa sobre soberania vira discussão de palpite.
- 21Se Deus governa até as escolhas pecaminosas, ele não se contamina?
A Escritura afirma as duas verdades sem hesitar. O que ela não faz é explicar o 'como' — e não é honesto exigir isso dela.
- 22Deus permite ou ordena o pecado? Qual palavra é a correta?
Nenhum verbo disponível escapa de ser mal entendido. Reconhecer isso não é recuar da resposta — é chegar mais perto dela.
- 23Deus governa até os detalhes pequenos, ou só as grandes linhas?
A Escritura vai ao pardal, ao fio de cabelo e ao lance de dados. Isso é mais consolador do que parece.
- 24Minha vontade é o fator decisivo do que acontece comigo?
A Escritura responde não — e o não vale tanto para a salvação quanto para os planos de terça-feira.
- 25Deus governa também as decisões de quem está no poder?
O provérbio diz que o coração do rei está na mão do Senhor. A questão é se cabe abrir exceção nessa frase — e não cabe.
- 26Fazer planos é arrogância?
Não. Tiago não condena o planejamento — condena planejar como se o amanhã fosse seu.
- 27O que precisamos saber e o que não precisamos saber?
Boa parte da angústia sobre soberania vem de tentar saber o que Deus não revelou — e ignorar o que ele revelou.
- 28Se Deus decide tudo, isso não me torna passivo?
A objeção é séria e não se responde com slogan. A resposta são quatro ligações: alegria, amor sacrificial, ousadia e planejamento confiante.
- 29E se o sentido só aparecer treze anos depois?
José passou treze anos escravo e preso antes de qualquer explicação. A história é contada do fim; ele a viveu do começo.
- 30Deus transformou o mal em bem — ou intentou o mal para bem?
Em Gênesis 50.20, a escolha da tradução decide a doutrina. Vale saber qual você está lendo.
- 31E se a providência incluir o ódio que sofro?
O salmo diz que Deus mudou o coração dos egípcios para que odiassem o seu povo. Vale saber o que se pode e o que não se pode dizer diante disso.
- 32Deus endureceu o coração de Faraó — então de quem é a culpa?
A Escritura diz as duas coisas: Deus endureceu, e Faraó endureceu o próprio coração. A ordem em que isso aparece importa.
- 33"A Esaú aborreci" — Deus pode odiar alguém?
O versículo existe, é de Deus, e não se resolve com adoçante. Mas ele não diz o que costuma-se ouvir.
- 34Se a misericórdia depende só de Deus, isso não é injusto?
Paulo faz essa objeção antes de qualquer crítico. A resposta dele é sobre o que ninguém merece.
- 35A providência governa a vida de filhos que não querem ouvir?
Os filhos de Eli não deram ouvidos ao pai; Roboão não deu ouvidos aos anciãos. Nos dois casos a Escritura explica a surdez apontando para um propósito de Deus.
- 36Um Decálogo que lista a mulher junto ao boi e ensina a vender a filha como escrava — isso não denuncia o próprio Deus?
O texto é real e é duro. A pergunta certa não é se ele existe, é o que ele estava regulando — e para onde a própria Escritura foi caminhando a partir dali.