Culpa e castigo

Meu sofrimento é castigo de Deus por algo que fiz?

Às vezes há consequência. Nem toda dor é sentença — e a diferença importa.

01. Três coisas que costumam ser confundidas

Separar isso resolve boa parte da angústia.

  • Consequência natural: o pecado tem efeitos, e colher o que se plantou não é uma sentença extra.
  • Disciplina: correção de um Pai que quer o bem do filho, não punição de um juiz.
  • Castigo penal: a pena que Cristo já levou na cruz pelos seus. Não sobra pena para cobrar de novo.

02. Por que a leitura automática está errada

Quem sofre tende a procurar o pecado que 'causou' aquilo. Jesus bloqueou esse raciocínio nos dois casos em que ele apareceu — o cego de nascença e as vítimas da torre.

Se o próprio Cristo recusou a conta, ninguém precisa aceitá-la de um conselheiro bem-intencionado.

03. O que fazer, então

Duas coisas ao mesmo tempo: examinar-se honestamente diante de Deus, e recusar a acusação difusa que não aponta nada e só destrói.

Se há pecado concreto, há arrependimento concreto e perdão concreto. Se não há, a dor não é boletim de ocorrência.

O que guardar

Fontes: Lucas 13.1-5; João 9.1-3; Hebreus 12.6; Gálatas 6.7 (ACF).