01. Duas coisas diferentes
Há diferença entre querer uma coisa porque se ama a coisa, e decidir permitir uma coisa dentro de um plano maior.
Deus não ama o mal como mal e não aprova a maldade do pecador. Mas decidiu permitir que o mal existisse por um tempo e governar até isso para seus fins santos.
02. A distinção clássica
A tradição reformada fala em Deus ordenando tudo o que sucede sem ser o autor do pecado — ele governa o ato mau, a criatura o pratica, e a culpa é da criatura.
Isso não é jogo de palavras. É a mesma estrutura que a Bíblia usa quando José diz aos irmãos que eles intentaram o mal e Deus intentou o bem, no mesmo acontecimento.
Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem.
Gênesis 50.20 · ACF
03. O que essa resposta custa
Ela custa o conforto de um Deus pequeno. Um Deus que não governa o mal seria mais fácil de defender e não serviria para nada na hora do desespero — porque também não poderia prometer o fim do mal.
A soberania que incomoda na tragédia é a mesma que garante que a tragédia não terá a palavra final.