A objeção mais comum

Então Deus quis o mal?

Precisa de uma resposta com cuidado — e o cuidado é parte da resposta, não hesitação.

01. Duas coisas diferentes

Há diferença entre querer uma coisa porque se ama a coisa, e decidir permitir uma coisa dentro de um plano maior.

Deus não ama o mal como mal e não aprova a maldade do pecador. Mas decidiu permitir que o mal existisse por um tempo e governar até isso para seus fins santos.

02. A distinção clássica

A tradição reformada fala em Deus ordenando tudo o que sucede sem ser o autor do pecado — ele governa o ato mau, a criatura o pratica, e a culpa é da criatura.

Isso não é jogo de palavras. É a mesma estrutura que a Bíblia usa quando José diz aos irmãos que eles intentaram o mal e Deus intentou o bem, no mesmo acontecimento.

Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem.

Gênesis 50.20 · ACF

03. O que essa resposta custa

Ela custa o conforto de um Deus pequeno. Um Deus que não governa o mal seria mais fácil de defender e não serviria para nada na hora do desespero — porque também não poderia prometer o fim do mal.

A soberania que incomoda na tragédia é a mesma que garante que a tragédia não terá a palavra final.

O que guardar

Fontes: Confissão de Westminster III.1, V.4; Gênesis 50.20; Ezequiel 33.11 (ACF).