01. A resposta curta
Não. A Bíblia não autoriza dizer que uma criança morreu porque era mais culpada, nem que os pais pecaram mais.
Jesus foi confrontado com essa lógica e a recusou nas duas vezes em que apareceu.
02. As duas vezes em que Jesus recusou a conta
Diante do cego de nascença, os discípulos perguntaram de quem era a culpa. Jesus disse que não era de nenhum dos dois.
Diante de dezoito pessoas mortas pela queda de uma torre, ele perguntou se elas eram mais devedoras do que todos os outros — e respondeu que não.
Cuidais vós que aqueles dezoito eram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém? Não, vos digo.
Lucas 13.4-5 · ACF
03. O que se pode dizer com firmeza
Sem inventar explicação, ainda restam afirmações sólidas.
- Deus continua sendo bom.
- Deus continua sendo soberano.
- O mundo está quebrado pelo pecado.
- Nem sempre sabemos o motivo específico de uma tragédia.
- Deus não é indiferente à dor.
04. Por que não fechar a conta
Até quem estuda esse tema profissionalmente reconhece que o sofrimento de crianças pequenas é o maior desafio para qualquer explicação sobre o mal.
A fé reformada tem uma resposta para isso que não é fuga: nem tudo foi revelado. Há coisas que Deus não explicou por completo para nós, e dizer isso é mais fiel do que preencher o silêncio com uma teoria.
05. Como responder a quem está nessa dor
Com verdade e com compaixão. Não com frases prontas, não com culpa automática, não com frieza.
Na prática, isso quase sempre significa falar menos no começo: reconhecer que dói, dizer que não vai fingir que é simples, e ficar.
Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado.
Salmos 34.18 · ACF